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Volumes: a arte do equilíbrio

Sem trocadilhos: mas já que o vestido de noiva de Thassia Naves - e suas puff sleeves - deu tanto pano para manga e virou assunto da semana toda, resolvi falar aqui no blog da Neuf sobre como usar os volumes no dia a dia. Thassia, como boa fashionista, sabe o que quer e não tem medo de ousar. Ela ousou e arrasou, pois eu amei o vestido by Ralph & Russo e não mudaria nem um centímetro nele. Mas vamos ser práticos e falar de como usar a moda dos volumes na rua, na chuva, na fazenda e numa casinha de sapê sem medo de parecer exagerado ou se transformar numa grande embalagem de bombom.





A moda, todo mundo sabe, é cíclica. Tudo volta uma hora ou outra. Tudo o que a gente torcia o nariz ao olhar o passado, pode apostar: vai voltar repaginado. E com os volumes, bufantes e afins dos anos 80 não foi diferente. Febre naquela época, isso, agora, voltou como uma supertendência. O mais bacana dessa história de que tudo retorna de uma nova forma é que várias gerações são impactadas por um mesmo visual. Minha mãe e minha avó usavam nos anos 80 e, agora, olha eu usando de novo.


Como usar?

A regra é clara: equilíbrio. Quando se coloca volume na parte de cima, é essencial marcar bem a cintura para não só harmonizar o visual, mas, também, para colocar todo o foco do look na peça com volume.  Mangas bufantes em cima? Peças mais secas e retas na parte de baixo.  E vice-versa. Uma calça clochard vai bem com um top mais seco, liso, que possa realçar o corte da calça. Para não errar, aprenda: o volume é o protagonista, e como bom protagonista ele não quer dividir a cena com mais ninguém. 



Querem uma imagem fácil de entender que eu levei pra vida real: usei um vestido verde com uma manga só, bufante, para gravar uns vídeos para a Arezzo - e a maravilhosa coleção Pantone. Já que a imponência do volume da minha produção chamava a atenção, nos pés escolhi um tênis e não um sapato de salto alto para quebrar o look. E deu certo! Para dar certo por aí também, segue um resuminho:


Evite combinar volumes com mais volumes, como babados, aplicações e plissados. A chance de dar tudo errado é bem maior do que quando você pensa em equilíbrio. E isso vale para tudo no seu guarda-roupa. Das cores aos comprimentos, dos tecidos aos acabamentos. 






Prefira contrastar volumes com peças secas e mais lisas, com uma saia lápis, uma calça skinny, um jeans reto, um tênis liso nos pés e assim por diante. Aumente ou abaixe o volume e vá ser feliz. Sem medo.




Juliana Berman


Sou consultora de imagem, baiana, moradora de São Paulo, empreendedora e apaixonada pelo que faço. Trabalhar por mais de 10 anos em agência de publicidade me trouxe um olhar criativo sobre a forma visual com que as marcas se comunicam. E foi assim que comecei a me encantar com a força que a imagem tem e a analisar menos as marcas e mais as pessoas, principalmente na mensagem passada através do que cada uma veste.


Durante uma temporada sabática em Toronto, no Canadá, minha vida sofreu uma revolução: foi lá que fiz uma verdadeira imersão em um novo “mundo”, e foi onde pude viver novas possibilidades criativas, deixando para trás ideias pré-concebidas e ultrapassadas. Quando voltei para o Brasil, estava decidida a me desafiar e iniciar uma carreira como Consultora de Imagem e Estilo.

Como boa perfeccionista que sou, mergulhei nos estudos do tema me levando a buscar conhecimento em novos territórios, como São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York e Paris. Os frutos tem sido inúmeros e me fizeram avançar por outros territórios me transformando, além de uma consultora de imagem, em uma empreendedora do ramo: criei a Neuf, um hub de consultoras que atende em várias partes do Brasil, e a MOSTY, uma plataforma em forma de aplicativo que tem o objetivo de facilitar e sistematizar o trabalho de outras consultoras.