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"Quero ficar moderna, sem parecer ridícula"



"Gosto do diferente do moderno, do diferente, do exclusivo, mas tenho medo de ficar ridícula por apostar nesse estilo na minha idade". Essa frase dita por uma neufórica de 55 anos ficou martelando na minha cabeça por um bom tempo - e segue até agora. Tanto, que decidi dividir com vocês esta questão que começou a partir de um ponto de vista dela e chegou até a mim durante o atendimento. A idade cronológica traz junto dela alguns estigmas, paradigmas e, digamos assim, preconceitos. Uma mulher de 55 anos pode isso? Pode aquilo?


E essas perguntas não vêm só dos outros em relação a nós mesmas, mas, muitas das vezes, essas limitações nascem exatamente dentro da gente. O nosso trabalho como consultora de imagem é o de entender de onde vem essa questão e encontrar uma forma de deixar esses estigmas de lado para que as nossas clientes possam encontrar o seu verdadeiro estilo sem se contaminar por ideias pre-concebidas ou julgamentos alheios. O que eu posso dizer, depois de muitas clientes atendidas é: Não tem idade certa para usar nenhum estilo. O que existe são formas de adaptar as silhuetas, realidades e rotinas ao que se quer.


Não tem idade certa para usar nenhum estilo.

Uma mulher baixinha pode usar bota de cano de alto? Claro que pode.


Uma mulher plus size pode usar estampa? Claro que pode.


Uma mulher mais velha pode usar peças modernas? Claro que pode.





O trabalho da consultoria de imagem não é dizer o que não pode ser usado, mas, sim, de apresentar alternativas, soluções e apontar caminhos de quais formas as peças podem ser utilizadas para você comunicar o que você quer a partir da sua aparência. Por isso, é importante durante o processo de trabalho estarmos todos - consultoras e clientes - com as armas baixas, com o coração aberto e confiando umas nas outras para que a comunicação flua e o trabalho final seja entregue de forma satisfatória e o mais próximo possível da sua essência. E, para isso, a gente tem que entender o que é preconceito e o que é verdade. E não tem nada mais longe da verdade do que o preconceito.



Juliana Berman

Consultora de Imagem

@ju.berman