A grife que é a cara de cada estilo!

Por Tay Fernandes

Ao longo do último ano vimos aqui no blog da Neuf diversos posts sobre os sete estilos universais. Mas, quando se trata de estilo, um dos assuntos mais interessantes e relevantes são as marcas que melhor representam cada um. Hoje trago para você uma seleção especial com as marcas que se mantiveram fiéis aos seus estilos desde o começo, se renovando a cada coleção, mas sem deixar sua identidade de lado.

Representando o estilo clássico temos a Chanel. Fundada em 1910 por Coco Chanel, a marca sempre se preocupou com sua identidade, trazendo ao público coleções com peças icônicas e atemporais, tais como o famoso tailleur Chanel (conjunto de saia e blazer, geralmente em tweed), o colar de pérolas e o pretinho básico.


E, embora a marca seja hoje um símbolo do estilo clássico, no seu início era vista como uma marca revolucionária, uma vez que libertou as mulheres de seus corsets e abriu caminho para o que seria moda na década de 1920. Com suas peças em cortes retos, os looks da Chanel trouxeram à moda uma nova silhueta para o armário feminino: a silhueta em H ou retângulo fazia alusão não só a liberdade, mas a construção de uma imagem mais igualitária perante a sociedade, já que pela primeira vez na história moderna homens e mulheres partilhavam a mesma silhueta.

O estilo contemporâneo vem sendo muitíssimo bem representado peor Elsa Schiaparelli desde sua fundação em 1927. Elsa foi, depois de Coco Chanel, um dos grandes nomes femininos do mercado de luxo da moda – diziam até que havia uma certa rixa entre elas, mesmo que seus estilos fossem bastante diferentes. Enquanto Coco Chanel buscava o que era clássico, Elsa Schiaparelli focava em um público mais alternativo, trabalhando em suas coleções elementos do surrealismo.


Entre suas criações mais famosas estão o vestido com estampa de lagosta, chapéus em formato de sapato e a cor rosa-choque. Ainda hoje a marca se mantém forte com suas criações extravagantes e focada no estilo contemporâneo, tendo sido muito comentada por seu desfile de primavera/verão 2021, onde pudemos apreciar diversas peças em rosa-choque, criações exageradas e designs únicos.

Seja misturando texturas e estampas ou com uma coleção inspirada em roupas de bonecas de papel, a Moschino deixa claro seu posicionamento na moda como uma marca voltada ao estilo criativo, se mantendo fiel a essa pegada mais irreverente. Deixando claro que a moda não deve ser tão levada a sério, desde sua fundação em 1983 por Franco Moschino, a marca vem trabalhando o universo criativo, chegando até mesmo a testar o gosto de seu público com coleções marcantes, como suas criações inspiradas na rede de fast-food McDonald’s em 2014 pelo diretor criativo Jeremy Scott, por exemplo.

Fundada em 1952 por Hubert de Givenchy, a marca se consolidou como uma das mais elegantes do mercado. Desde o início, a marca foi idealizada como a representação da feminilidade, porém trabalhando o equilíbrio entre o feminino e o masculino com o uso de linhas retas e cortes simples. Uma das musas de Givenchy foi ninguém menos do que Audrey Hepburn, que usou várias de suas criações no filme Cinderela em Paris, de 1957.

Representando o estilo natural temos uma marca brasileiríssima, que, além de trazer criações que se encaixam perfeitamente no estilo, vive e prega a sustentabilidade, mostrando que é sim possível ter criações incríveis e preservar o meio ambiente. Em 2009, Flávia Aranha abriu sua primeira loja e ateliê, fazendo seu debut em 2019 na SPFW. A marca é bastante conhecida por suas peças feitas com tingimento natural, além de ser uma voz potente pela sustentabilidade na moda e apoiar uma indústria mais humanizada.

Fundada por Christian Dior em 1946 em Paris, a Dior se consolidou no mundo da moda como uma das maiores maisons francesas. Uma de suas criações mais famosas foi o new look (1947), que revolucionou a moda do pós-guerra e se transformou na peça mais icônica da marca até os dias de hoje. O new look trouxe de volta à moda a silhueta em X (ampulheta), reavivando as memórias da Belle Époque (1871 – 1914), período que antecedeu as grandes guerras mundiais e que era conhecido pelo luxo dos vestidos usados na época.


Quando foi lançado, o new look não foi tão bem aceito assim, uma vez que a grande quantidade de tecido usada para confecção das saias era vista como um absurdo, dado o período de escassez que assolou a Europa após a Segunda Guerra. Ainda hoje as saias rodadas e detalhes femininos como flores e peças delicadas são a marca registrada da Dior, aparecendo sempre em seus desfiles ao longo das décadas.


“Giorgio Armani vestia as esposas, enquanto Gianni Versace vestia as amantes”.

Esta frase representa muito bem toda a identidade da Versace, que, desde sua fundação em 1978 por Gianni Versace, tem como foco a provocação e o glamour do estilo sexy.


Ao longo dos anos, a marca se consolidou como uma das mais sensuais do mercado de luxo, trabalhando em suas coleções muitos recortes, peças ajustadas ao corpo e cores intensas. A Versace também ficou bastante conhecida por valorizar suas modelos, criando vínculos com nomes como Naomi Campbell e Christy Turlington. Com a morte de seu fundador em 1997, a marca mantém sua identidade através das criações de Donatella Versace.


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